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CALENDÁRIO
DE VACINAÇÃO DO PREMATURO
SOCIEDADE BRASILEIRA
DE IMUNIZAÇÕES
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VACINAS
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RECOMENDAÇÕES
E CUIDADOS ESPECIAIS
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BCG ID (1)
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Deverá ser aplicada em recém-nascidos com peso
maior ou igual a 2.000g.
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Hepatite B (2)
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Aplicar ao nascer no esquema habitual de três
doses (0, 1 e 6 meses).
Naqueles com menos de 2.000g, aplicar esquema de 4 doses: 0, 1, 2 e 7 meses de vida.
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Palivizumabe(3)
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Durante
o período de circulação do Vírus Sincicial
Respiratório.
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Antipneumocócica
conjugada (4)
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Iniciar o mais precocemente possível (aos 2 meses). Respeitando a idade cronológica:
três doses aos 2, 4 e 6 meses e um reformço aos 15 meses.
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Influenza (gripe) (5)
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Respeitando a idade cronológica: duas doses aos 6 e 7 meses.
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As
demais vacinas do calendário de vacinação da criança devem ser
aplicadas de acordo com a idade cronológica.
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OBSERVAÇÕES
RECÉM NASCIDO HOSPITALIZADO: Deverá ser vacinado com as vacinas habituais,
desde que clinicamente estável. Evitar o uso de vacinas de vírus
vivos: pólio oral e rotavírus. No caso
da vacina contra o rotavírus não
administrar antes de 6 semanas de vida.
PROFISSIONAIS DE SAÚDE E CUIDADORES: Todos os funcionários da Unidade Neonatal, pais e
cuidadores devem ser vacinados contra o
influenza e receber uma dose da vacina tríplice acelular do tipo
adulto, a fim de evitar a transmissão da Bodetella pertussis ao RN.
VACINAÇÃO EM GESTANTES E
PUÉRPERAS: A imunização da gestante contra o influenza é uma
excelente estratégia na prevenção da doença em RNs nos primeiros 6 meses de vida, época que
ele ainda não pode receber a vacina. A prevenção do tétano neonatal
não deve ser esquecida, e o momento do puerpério
é oportuno para receber vacinas contrea
doenças para as quais a puérpera é
suscetível: hepatite B, hepatite A, rubéola, varicela e febre amarela.
COMENTÁRIOS
1) BCG - Poucos estudos mostram eventual diminuição da
resposta imune ao BCG em menores de 1.500 a 2.000 g. Por
precaução aguardar 2.000 g para vacinar.
2) HEPATITE B - Os RNs de mães
portadoras do vírus B devem receber ao nascer, além da vacina, imunoglobina
específica para Hepatite B (HBIG) na dose de 0,5 ml via intramuscular até no máximo 7 dias de
vida. Devido à menor resposta à vacina em bebês com menos de
2.000 g,
desconsidera-se a primeira dose (esquema 0, 1, 2 e a última dose
de seis a 12 meses após a primeira dose).
3) PALIVIZUMABE - Apesar de não se tratar de uma vacina, o pré-termo
de risco deve receber imunização passiva com o anticorpo monoclonal contra o Vírus Sincicial
Respiratório, durante os meses de maior circulação do mesmo (maio
e setembro). É altamente recomendado para prematuros com idade
gestacional menor de 28 semanas com até 1
ano de idade, e para Rn com displasia broncopulmonar
e cardiopatas em tratamento clínico nos
últimos seis meses com até 2 anos de idade. É recomendado para os
demais prematuros até o sexto mês de vida, especialmente para
aqueles com idade gestacional de
29 a
32 semanas,
ou maiores de 32 semanas que apresentem dois ou mais fatores de
risco: criança institucionalizada, irmão em idade escolar,
poluição ambiental, anomalias congênitas de vias aéreas e doenças
neuromusculares severas. Emprega-se a
dose habitual de 15/mg/kg de peso, em cinco
doses mensais consecutivas, aplicadas por via intramuscular.
4) PNEUMOCÓCICA CONJUGADA - Recém-nascidos
pré-termos e de baixo peso, apresentam maior incidência de doença
invasiva pneumocócica, sendo que o
risco aumenta quanto menor a idade gestacional e o peso de
nascimento.
5) INFLUENZA - A
indicação rotineira da vacina contra o influenza em lactentes de 6 a 23 meses, nos
prematuros, é reforçada, pois estes apresentam maior morbidade e
mortalidade pelo vírus. Deve-se sempre respeitar a sazonalidade da doença.
DEMAIS VACINAS - O
calendário infantil deve ser seguido de acordo com a idade
cronológica. A resposta imune às demais vacinas pode ser menor,
mas em geral atinge níveis satisfatórios de proteção.
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